CÓDIGO: SARAG
EXAME: SARAMPO – ANTICORPOS IGG
SINÔNIMOS: CBHPM – 40308120

MATERIAL: SORO
MEIO(S) DE COLETA: Tubo seco (vermelho) ou Gel separador (amarelo)

PRAZO: 3 dias úteis
MÉTODO: QUIMIOLUMINESCÊNCIA

Instruções de preparo
Jejum: Jejum aconselhável de 4 horas.
 

Instruções de coleta
Realizar coleta utilizando material e meio de coleta adequados. Após retração completa do coágulo, centrifugar a amostra e acondicionar corretamente.
 

Instruções de distribuição
Transportar refrigerado (2°C a 8°C).
  

Instruções de estabilidade
A amostra é estável por até 9 dias refrigerada entre 2°C e 8°C.
 

Instruções de rejeição
Amostras em tubo inadequado, tubo vazado, tubo não identificado ou fora do prazo de estabilidade.

Interpretação
O sarampo é uma doença viral aguda causada por um vírus da família paramixovírus e é uma das doenças mais facilmente transmitidas. A transmissão ocorre principalmente devido à disseminação extensa de gotículas ou contato direto com secreções nasais ou da garganta de pessoas infectadas. Após a infecção, o vírus do sarampo invade o epitélio respiratório da nasofaringe e espalha-se para os nódulos linfáticos regionais. Ao fim de dois a três dias de replicação nestes locais, a viremia primária estende a infecção para o sistema retículo-endotelial. Após outra replicação, a viremia secundária ocorre nos cinco a sete dias subsequentes à infecção e dura de quatro a sete dias. Durante esta viremia, pode ocorrer infecção e outras replicações de vírus ao nível da pele, conjuntiva, trato respiratório e outros órgãos, incluindo baço, timo, pulmão, fígado e rim. O pico da viremia ocorre de 11 a 14 dias após a infecção, decaindo rapidamente ao longo de alguns dias. Antes da existência da vacina, o sarampo era sobretudo uma doença infantil, mas os programas de vacinação contra o sarampo (que fazem parte da vacinação contra o sarampo, papeira e rubéola [MMR]) tiveram um efeito acentuado na incidência da doença e nas complicações a ela associadas. Após períodos prolongados de cobertura elevada da vacina em países desenvolvidos, a transmissão do sarampo ocorre agora sobretudo em pessoas que nunca foram vacinadas e em crianças mais velhas, nas quais não se verificou conversão sorológica após a vacinação. A nível clínico, o diagnóstico de sarampo é confirmado se forem detectadas manchas de Koplik e se a erupção cutânea progredir da cabeça para o tronco e em direção às extremidades. Contudo, a natureza não específica dos sinais prodrômicos tornam difíceis os sinais clínicos como único critério diagnóstico do sarampo. Os anticorpos IgG e IgM são sintetizados durante a resposta imunitária primária, podendo ser detectados no soro ao fim de poucos dias do aparecimento da erupção cutânea. Os níveis de anticorpos IgM atingem valores máximos após cerca de sete a dez dias e depois diminuem rapidamente, sendo rara a sua detecção ao fim de seis a oito semanas. 

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