CÓDIGO: MICOL
EXAME: CULTURA MICOLÓGICA

MATERIAL: DIVERSOS
MEIO(S) DE COLETA: Frasco estéril 

PRAZO: 5 dias úteis
MÉTODO: CULTURA EM  MEIOS ESPECÍFICOS

Instruções de preparo
Medicação: De acordo com orientação médica.
 
*Fontes potenciais de variabilidade:
Amostras de pacientes sob uso de antifúngicos por período maior do que 7 dias;
Medicamentos (cremes, pomadas, soluções) utilizados até 1 semana antes da coleta;
Inibição do desenvolvimento do fungo de interesse clínico devido crescimento competitivo de outros micro-organismos contaminantes da amostra. 

Instruções de coleta
Pacientes que estejam fazendo uso de qualquer medicamento antifúngico devem suspender o uso por pelo menos uma semana antes da coleta. Para lesões descamativas deve-se suspender o uso de cremes, pomadas e hidratantes pelo menos um dia antes da coleta. Em caso de raspado de unha, deve-se retirar o esmalte pelo menos três dias antes da coleta. Deve-se realizar a assepsia da área da lesão com álcool 70%.
– A coleta de raspado realizada com o auxilio de um bisturi, sempre nas bordas da lesão e o material neste caso pode ser capturado com o auxilio de uma placa de petri ou um envelope de cor escura. Em casos de suspeita de infecção do folículo piloso ou do próprio pelo ou cabelo, realizar a coleta dos fios por inteiro, retirados da raiz com o auxilio de uma pinça estéril. Em casos de alopecia, raspar também áreas descamativas do couro cabeludo, nas bordas das lesões e colocar junto com os pêlos na placa de Petri.
– Para secreções de mucosas a coleta pode ser realizada com swab e acondicionada em meio de transporte Stuart.
– Líquor, líquidos cavitários e tecidos (biópsia) devem ser coletados por procedimento médico e encaminhados em frasco estéril.
– Urina e fezes podem ser coletadas pelo próprio paciente, realizando a assepsia da área genital, e devem ser acondicionadas em frasco estéril.
– Secreções de feridas, abscessos e úlceras devem ser coletadas por aspiração e encaminhadas em frasco estéril ou na própria seringa. 
– Para coleta de escarro o paciente deve higienizar a cavidade bucal e a orofaringe com escovamento dos dentes com pasta dental e gargarejos com um antisséptico ou água, imediatamente antes da coleta. O material pode ser colhido mediante expectoração deve ser espontânea ou induzida.

Instruções de distribuição
Amostras de secreções em temperatura ambiente 19 – 25°C.
Amostras de urina refrigeradas 2 – 8°C.
Amostras de raspados em temperatura ambiente 19 – 25°C.

Instruções de estabilidade
Amostras de secreções em temperatura ambiente 19 – 25°C por 24 horas.
Amostras de urina refrigeradas 2 – 8°C por 24 horas.
Amostras de raspados em temperatura ambiente 19 – 25°C por até 16 dias.
Após o processamento as amostras de raspados são armazenadas por até 7 dias.

Instruções de rejeição
Unhas pintadas com esmalte e material colhido há mais de 72 horas;
Escamas em pouca quantidade, escamas sub-ungueais contendo esmalte ou escamas muito espessas;
Amostras de raspado de pele e unhas encaminhadas em meio de transporte ;
Amostras sem identificação;
Unhas inteiras;
Urina em frasco com ácido bórico;
Amostras com sinais visíveis de contaminação.
Material encaminhado em frasco não estéril

Interpretação
Os dermatófitos estão entre os patógenos mais comuns em doenças infecciosas da pele, cabelo e unhas. Geralmente as micoses causadas por estes fungos são autolimitadas. Entretanto o diagnóstico laboratorial torna-se importante em casos onde há falha de tratamento, ou cronicidade da doença e ainda para estabelecer o diagnóstico diferencial de outras doenças da pele.

Entre os patógenos mais frequentes e o principal local da infecção podem ser citados:
Trichophyton rubrum (unha e pele): +++
Trichophyton mentagrophytes (unha e pele): +++
Microsporum gypseum (unha e pele): +
Candida albicans (mucosas e unha): ++
Epidermophyton floccosum (pele): ++

De acordo com ZAITZ (2010), o teste de suscetibilidade à antifúngicos são recomendados em todas as cepas provenientes de infecções invasivas e de pacientes com algum tipo de imunossupressão.

ZAITZ, Clarisse (et al.). Compêndio de Micologia Médica. 2ªed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.