CÓDIGO: FILAR
EXAME: ANTICORPOS ANTI FILARIA – FILARIOSE

MATERIAL: SORO
MEIO(S) DE COLETA: Tubo seco (vermelho) ou Gel separador (amarelo)

PRAZO: 18 dias úteis
MÉTODO: ENZIMAIMUNOENSAIO

Instruções de preparo
Jejum: Jejum aconselhável de 4 horas.
 

Instruções de coleta
Realizar coleta utilizando material e meio de coleta adequados. Após retração completa do coágulo, centrifugar a amostra e acondicionar corretamente.
 

Instruções de distribuição
Transportar refrigerado (2°C a 8°C).
  

Instruções de estabilidade
A amostra é estável por 7 dias refrigerada entre 2°C e 8°C ou por até 30 dias congelada a -20°C.
 

Instruções de rejeição
Amostras com coleta inadequada, tubo vazado ou não identificado, fora do prazo de estabilidade,  hemolisada, lipêmica ou com presença de fibrina serão rejeitadas.

Interpretação
A filariose é uma doença parasitaria crônica causada pelo verme nematoide Wuchereria bancrofti, sendo também conhecida como bancroftose. Sua transmissão se da pela picada da fêmea do mosquito Culex quinquefasciatus, infectado com larvas do parasito. Os vermes adultos causam lesões nos vasos linfáticos onde se desenvolvem e as lesões provocadas pela presença dos parasitos
serão responsáveis pelo quadro clinico do paciente. Uma característica deste parasito é a periodicidade noturna das microfilarias no sangue periférico do hospedeiro, durante o dia, essas formas se localizam nos capilares profundos, principalmente nos pulmões e, durante a noite, aparecerem no sangue periférico, com maior concentração em torno da meia-noite, decrescendo novamente ate o final da madrugada, independente da densidade parasitaria (microfilaremia) do hospedeiro. O pico da microfilaremia periférica coincide, na maioria das regiões endêmicas, com o horário preferencial de repasto do principal inseto transmissor, o Culex quinquefasciatus. A filariose manifesta clinicamente de forma variada. Os vermes adultos lesam primariamente o vaso linfático, enquanto as ações das microfilarias são, em sua maioria, extralinfaticas. Entre os fatores que determinam a variedade de manifestações clínicas estão o estagio do parasito, a resposta imunológica apresentada pelo paciente, o número de vermes adultos e sua localização no sistema linfático, bem como o tratamento prévio com drogas antifilariais.