CÓDIGO: CULFM
EXAME: CULTURA DE FEZES E ANTIBIOGRAMA
SINÔNIMOS: CBHPM – 40310175, COPROCULTURA

MATERIAL: FEZES
MEIO(S) DE COLETA: Frasco coletor de fezes

1-2 g para amostras sólidas ou 1-3 mL para amostras líquidas

PRAZO: 4 dias úteis
MÉTODO: CULTURA EM MEIOS ESPECÍFICOS

Instruções de preparo
Medicação: De acordo com orientação médica.
 

Instruções de coleta
A coleta deve ser realizada no início dos episódios de diarreia que duram um período de 5 a 7 dias, previamente a antibioticoterapia.
A amostra de fezes deve ser colhida em recipiente limpo e seco e, ser transferida para o meio de transporte Cary-Blair (1 a 2g se o material for sólido e, 1 a 3 mL se for líquido) e, homogeneizar com o meio.
No caso de recém-nascidos e crianças pequenas que usem fraldas, a amostra deve ser imediatamente transferida da fralda para o meio de transporte Cary-Blair, assim que a criança evacuar. A amostra não pode estar contaminada com urina. Em pacientes altamente debilitados a coleta pode ser feita através de swab retal.
É importante ressaltar que não se deve exceder a quantidade de amostra inoculada no meio de transporte, a fim de respeitar a diluição da amostra no conservante.

Instruções de distribuição
Amostra: Transportar refrigerado (2°C a 8°C).
 Placas semeadas: Transportar em temperatura ambiente por 48 horas.
 

Instruções de estabilidade
A amostra é estável por até 24 horas refrigerada entre 2°C e 8°C. Placas semeadas: Estável por 48 horas em temperatura ambiente.
 

Instruções de rejeição
Amostras que não sejam encaminhadas em meio de transporte correto; Amostras vazadas ou que extravasem a quantidade aceitável; Amostras com sinais evidentes de contaminação; Amostras sem identificação.

Interpretação
O isolamento de enteropatógenos é de grande importância epidemiológica e em casos graves, diagnóstica também. O conhecimento do patógeno causador de gastroenterite pode elucidar melhor a fonte de contaminação e direcionar o tratamento da diarreia, bem como a implantação de medidas preventivas para bloquear a cadeia de transmissão de enteropatógenos. É considerado somente o desenvolvimento de bactérias patogênicas na amostra analisada, as quais são: Salmonella spp., Shigella spp., Escherichia coli Enteropatogênica Clássica (EPEC) e E. coli Enteroinvasora (EIEC).