CÓDIGO: CRYUM
EXAME: CRYPTOSPORIDIUM – PESQUISA NAS FEZES
SINÔNIMOS: CBHPM – 40310116

MATERIAL: FEZES
MEIO(S) DE COLETA: Frasco coletor de fezes

PRAZO: 2 dias úteis
MÉTODO: MICROSCOPIA – COLORAÇÃO DE ZIEHL-NEELSEN MODIFICADO

Instruções de preparo
Medicação: Evitar o uso de laxantes, antidiarreicos, antiácidos e de contraste oral (utilizado em exames radiológicos) no mínimo 72 horas antes da coleta das fezes ou conforme orientação médica.
 

Instruções de coleta
Necessário envio de fezes frescas recém eliminadas. Coletar frações de fezes em diferentes partes do bolo fecal.
 

Instruções de distribuição
Transportar refrigerado (2°C a 8°C).
  

Instruções de estabilidade
A amostra é estável por até 3 dias refrigerada entre 2°C a 8°C.
 

Instruções de rejeição
Amostras recebidas diferente das condições solicitadas em guia.

Interpretação
Criptosporidiose é uma doença causada por coccídios do gênero Cryptosporidium, zoonose com ampla distribuição geográfica, descrita nos animais e no homem, não possuindo especificidade de hospedeiro. Estudos têm demonstrado a ocorrência de diferentes espécies de Cryptosporidium causando doença diarreica em humanos, sendo C. parvum e C. hominis as duas mais prevalentes. A principal forma de transmissão é fecal-oral. O parasito acomete pessoas imunodeficientes nas quais a afecção provoca manifestações sérias e prolongadas. Em 1982 a infecção foi associada a índices significativos de mortalidade em pacientes com AIDS e descrita como a primeira epidemia clínica em pacientes imunocompetentes. As manifestações da criptosporidiose podem ser agrupadas em dois tipos, dependendo do estado do portador: gastroenterite transitória, em pacientes imunocompetentes, e manifestações persistentes, com sinais e sintomas clínicos marcados em imunodeprimidos. Nesses pacientes, a diarreia caracteriza-se por evacuações coleriformes, alternadas com períodos de constipação e de evacuação normal, podendo durar de semanas a meses, resultando em distúrbios hidroeletrolíticos e desnutrição grave. Outros sintomas complementam o quadro clínico, tais como anorexia, diarreia aquosa, perda de peso, náuseas, vômitos, dores abdominais, cefaléia e febre. Crianças até 4 anos mesmo sem alterações imunitárias podem apresentar quadros mais graves de diarreia, acompanhados de vômitos e desidratação. 

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