CÓDIGO: CLDIF
EXAME: CLOSTRIDIUM DIFFICILE – TOXINA A + B
SINÔNIMOS: CBHPM – 40306682, DETECÇÃO QUALITATIVA DAS TOXINAS A E B DE C. DIFFICILE

MATERIAL: FEZES
MEIO(S) DE COLETA: Frasco estéril

PRAZO: 3 dias úteis
MÉTODO: QUIMIOLUMINESCÊNCIA

Instruções de preparo
Medicação: Usar laxativos somente quando houver orientação médica.
 Outros: Evitar o uso de antiácidos e de contraste oral (utilizado em exames radiológicos) no mínimo 72 horas antes da coleta das fezes ou conforme orientação médica.
 

Instruções de coleta
Coletar as fezes em frasco estéril, de modo que complete aproximadamente ½ (meio) frasco. Retirar uma fração de fezes do bolo fecal. Não utilizar conservante.
 Ao cadastrar os exames a quantidade de etiquetas geradas deverá ser a quantidade de amostras a serem enviadas.
 

Instruções de distribuição
Transportar refrigerado (2°C a 8°C).
  

Instruções de estabilidade
A amostra é estável por até 3 dias refrigerada entre 2°C e 8°C, após este período manter congelada.
 

Instruções de rejeição
Amostras recebidas diferentes das condições solicitadas em guia e que apresentarem sangue aparente serão rejeitadas.

Interpretação
O Clostridium difficile é um bacilo anaeróbio formador de esporos e gram-positivo, sendo uma importante causa de diarreia e colite associadas aos antibióticos. Trata-se do agente causador da maioria dos casos de colite pseudomembranosa. A Doença associada a Clostridium difficile (CDAD) pode variar desde a diarreia não complicada até à sepse ou mesmo a morte. O C. difficile é reconhecido como a causa primária de colite adquirida no hospital em pacientes colonizados por C. difficile que recebem antibióticos, quimioterapia ou outros fármacos que alteram a flora normal e que permitem sua proliferação. A infecção por C. difficile consiste numa doença predominantemente transmitida por práticas de higiene deficientes pelos técnicos de saúde, sendo as epidemias hospitalares bastante frequentes. A forma primária de transmissão se dá através da via fecal-oral mediante ingestão das bactérias ou de esporos bacterianos a partir das superfícies contaminadas. Os principais fatores de virulência para CDAD consistem na toxina A (TcdA) e toxina B (TcdB). A toxina A é um enterotoxina potente e a toxina B é uma citotoxina extremamente potente que provoca lesão da mucosa intestinal. Quando as duas toxinas se ligam à superfície das células epiteliais intestinais e entram na célula mediante endocitose, têm por alvo as proteínas reguladoras da GTPase celular através de uma glicosilação irreversível, provocando a inativação permanente das vias essenciais de sinalização celular.