CÓDIGO: CHAIM
EXAME: CHAGAS – HEMAGLUTINAÇÃO
SINÔNIMOS: CBHPM – 40307964

MATERIAL: SORO
MEIO(S) DE COLETA: Tubo seco (vermelho) ou Gel separador (amarelo)

PRAZO: 5 dias úteis
MÉTODO: HEMAGLUTINAÇÃO

Instruções de preparo
Jejum: Jejum aconselhável de 4 horas.
Instruções de coleta
Tubo seco:
Realizar coleta utilizando tubo seco. Após retração completa do coágulo, centrifugar a amostra, separar o soro e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame.
Tubo com gel separador:
Homogeneizar imediatamente após a coleta e manter o tubo em repouso verticalmente para a completa retração do coágulo em temperatura ambiente, para evitar hemólise. Após este período, centrifugar a amostra para obtenção do soro (sobrenadante) e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame.
Instruções de distribuição
Transportar refrigerado (2°C a 8°C).
Instruções de estabilidade
A amostra é estável por até 4 dias refrigerada de 2 a 8 °C.
Instruções de rejeição
Amostras recebidas diferente das condições solicitadas em guia e amostras com hemólise grau I.

Interpretação
A doença de Chagas ou Tripanossomiase Americana é uma infecção endêmica, de evolução essencialmente crônica, causada por um protozoário, o Trypanosoma cruzi, e transmitida ao homem por um inseto, o triatomíneo. Imunologicamente 3 estágios podem ser considerados: agudo, latente ou indeterminado e crônico. Na fase aguda, verificam-se febre, miocardiopatia, linfoadenopatia, hepatoesplenomegalia e parasitemia. A multiplicação intracelular dos parasitas nos músculos lisos e estriados e células do sistema retículo endotelial acarreta a formação de pseudocistos. Na fase intermediária ou latente não há sintomas. A doença pode evoluir para a fase crônica com sinais de miocardiopatia, degeneração das células ganglionares do sistema nervoso central e periférico, hipertrofia e dilatação de certos órgãos, tais como esôfago e cólon, constituindo os mega. Pelos altos índices de prevalência e morbidade, ela se tornou um dos maiores problemas de saúde pública em toda a América Latina.
Como a minoria dos indivíduos com sorologia positiva para T. cruzi desenvolve evidências clínicas da doença crônica, as informações prestadas pelo laboratório clínico tornam-se decisivas no diagnóstico etiológico.
Os métodos mais utilizados para diagnóstido da doença são as reações de hemaglutinação indireta (HAI), as reações de imunofluorescência indireta (IFI) e os imunoenzimáticos (ELISA).