CÓDIGO: CAXUG
EXAME: CAXUMBA – ANTICORPOS IGG
SINÔNIMOS: CBHPM – 40306593, SOROLOGIA PARA PARAMIXOVIRUS

MATERIAL: SORO
MEIO(S) DE COLETA: Tubo seco (vermelho) ou Gel separador (amarelo)

PRAZO: 4 dias úteis
MÉTODO: QUIMIOLUMINESCÊNCIA

Instruções de preparo
Jejum: Aconselhável de 4 horas.

Instruções de coleta
Tubo seco:
Realizar coleta utilizando tubo seco. Após retração completa do coágulo, centrifugar a amostra, separar o soro e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame.
Tubo com gel separador:
Homogeneizar imediatamente após a coleta e manter o tubo em repouso verticalmente para a completa retração do coágulo em temperatura ambiente, para evitar hemólise. Após este período, centrifugar a amostra para obtenção do soro (sobrenadante) e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame.

Instruções de distribuição
Transportar refrigerado (2°C a 8°C).
  

Instruções de estabilidade
A amostra é estável por até 9 dias refrigerada entre 2°C e 8°C.
 

Instruções de rejeição
Amostras recebidas diferente das condições solicitadas em guia.

Interpretação
A Caxumba é uma doença viral causada por um membro da família paramixovírus e é transmitida por gotículas respiratórias. Tem um período de incubação de 14 a 25 dias, após os quais ocorrem os sintomas prodrómicos que duram entre três a cinco dias. A situação mais comum é a parotidite, que ocorre em 30-40% dos doentes. Outros locais de infecção referidos são os testículos, pâncreas, olhos, ovários, sistema nervoso central, articulações e rins. Considera-se que um paciente é contagioso cerca de três dias antes do início dos sintomas e até quatro dias após o início da parotidite ativa. As infecções podem ser assintomáticas em cerca de 20% das pessoas. Antes da existência da vacina, cerca de 50% das crianças contraíam Caxumba, mas os programas de vacinação (que fazem parte da vacinação contra o sarampo, caxumbaa e rubéola [MMR]) tiveram um efeito acentuado na incidência da doença e nas complicações a ela associadas. Quando a Caxumba era uma doença infantil comum, o diagnóstico era estabelecido sobretudo com bases clínicas. Com a diminuição da incidência, muitos médicos já não reconhecem prontamente os sintomas. Além disso, os sinais e sintomas clínicos típicos podem não se manifestar em indivíduos sub-imunizados ou imunocomprometidos. Sabe-se agora que a parotidite, a característica distintiva do diagnóstico clínico, também está presente em outras doenças e condições virais e não-virais. Os sintomas como os da caxumba presentes em crianças com doença aguda, que receberam anteriormente a vacina MMR, têm sido associados com o vírus de Epstein-Barr, vírus da parainfluenza humana (VPIH), adenovírus e vírus do herpes humano tipo 6. No entanto, atualmente, é mais importante a confirmação laboratorial da infecção pelo vírus da Caxumba para o estabelecimento do diagnóstico.