CÓDIGO: CAP
EXAME: CATECOLAMINAS PLASMÁTICAS
SINÔNIMOS: ADRENALINA, EPINEFRINA,  NOREPINEFRINA, NORADRENALINA, CBHPM – 40311085, CATECOLAMINAS CIRCULANTES, DOPAMINA

MATERIAL: PLASMA CONGELADO
MEIO(S) DE COLETA: Tubo com heparina (verde) ou com EDTA (roxo)

PRAZO: 7 dias úteis
MÉTODO: CROMATOGRAFIA LÍQUIDA – HPLC

Instruções de preparo
Bebida alcoólica: A abstinência é desejável nos 5 dias que antecedem o teste.
Dieta: Não é recomendado ingerir durante 5 dias antes da coleta os seguintes alimentos: banana, laranja, abacaxi, queijo, café, chá, chocolate, caramelos, marmeladas, doces, sorvetes, nozes e bebidas alcoólicas. Não fumar nas 4 horas que antecederem a coleta.
Medicação: A critério médico, suspender por 7 dias antes da coleta os medicamentos: alfa-metil-dopa, antidepressivos tricíclicos, betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio, bromocriptina, broncodilatadores, clonidina, clorpromazina, descongestionantes nasais, fenotiazina, haloperidol, inibidores da ECA (enzima conversora de angiotensina), inibidores da MAO (Monoamina oxidase), levodopa, moderadores de apetite, prazosina, quinidina, reserpina, teofilina, tetraciclina, vasodilatadores.

Instruções de coleta
Para reduzir o efeito do estresse da punção venosa, deixar o paciente, com a veia cateterizada, em repouso, deitado, durante 20 a 30 minutos. A coleta dever ser realizada com o paciente na posição supina.
O plasma pode ser coletado em tubo com EDTA ou heparina. Centrifugar o sangue preferencialmente em centrífuga refrigerada até, no máximo, 30 minutos após a coleta. Separar o plasma e congelar imediatamente.
Coletas realizadas com os pacientes na posição sentada podem dobrar os limites de normalidade das catecolaminas. A concentração de dopamina não é afetada pela posição do paciente na hora da coleta.

Instruções de distribuição
Transportar congelado.
 

Instruções de estabilidade
A amostra é estável por até 2 horas a temperatura ambiente, até 6 horas  refrigerada de 2 a 8 °C ou por até 30 dias congelada.
 

Instruções de rejeição
Amostras recebidas diferente das condições solicitadas em guia.

Interpretação
Utilizada para o diagnóstico e avaliação de feocromocitoma, diagnóstico de tumores produtores de catecolaminas e de hipotensão postural.
As catecolaminas são sintetizadas nas células cromafins do sistema nervoso simpático (epinefrina pela medula adrenal e norepinefrina e dopamina pela medula adrenal e neurônios simpáticos pós-ganglionares).
Circulam no plasma em formas livres e ligadas a proteínas como albumina, globulinas e lipoproteínas. As dosagens plasmáticas podem ser realizadas após estimulação. Em pacientes com hipertensão paroxística, a sensibilidade do teste pode ser aumentada iniciando a coleta após o episódio.
O padrão de catecolaminas difere segundo a forma de tumor: feocromocitomas geralmente produzem norepinefrina e epinefrina, paragangliomas secretam norepinefrina e neuroblastomas também produzem dopamina. As metanefrinas urinárias são consideradas o melhor teste de triagem para feocromocitoma. Os níveis de catecolaminas e metanefrinas podem ser interpretados em relação à concentração de creatinina da amostra. As catecolaminas são excretadas na urina na forma intacta ou como metabólitos (metanefrinas e ácido vanilmandélico).
A determinação quantitativa das catecolaminas plasmáticas também é útil mo diagnóstico diferencial de hipertensão e na avaliação da insuficiência cardíaca congestiva, doenças coronarianas, diabetes mellitus, arteriosclerose e asma aguda.
Valores aumentados: feocromocitoma, ganglioneuromas, neuroblastomas, stress severo, hipoglicemia, certos medicamentos (metildopa, isoproterenol, nitratos, minoxidil, hidralazina), tabagismo, consumo de café.
Valores diminuídos: hipotensão postural, síndrome Shy-Drager e disautonomia familiar.