CÓDIGO: BRUC
EXAME: BRUCELOSE
SINÔNIMOS: CBHPM – 40306526

MATERIAL: SORO
MEIO(S) DE COLETA: Tubo seco (vermelho) ou Gel separador (amarelo)

PRAZO: 4 dias úteis
MÉTODO: AGLUTINAÇÃO – REAÇÃO DE ROSA BENGALA

Instruções de preparo
Jejum: Não é necessário jejum ou preparos especiais.
 

Instruções de coleta
Tubo seco:
Realizar coleta utilizando tubo seco. Após retração completa do coágulo, centrifugar a amostra, separar o soro e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame.
Tubo com gel separador:
Homogeneizar imediatamente após a coleta e manter o tubo em repouso verticalmente para a completa retração do coágulo em temperatura ambiente, para evitar hemólise. Após este período, centrifugar a amostra para obtenção do soro (sobrenadante) e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame.

Instruções de distribuição
Transportar refrigerado (2°C a 8°C)
 

Instruções de estabilidade
A amostra é estável por até 7 dias refrigerada de 2 a 8°C.
 

Instruções de rejeição
Amostras recebidas diferente das condições solicitadas em guia e amostras com hemólise grau II.

Interpretação
A brucelose é uma zoonose, derivando virtualmente todas as infecções humanas de contato direto ou indireto com a infecção animal. O gênero Brucella é composto atualmente por sete espécies: Brucella melitensis, Brucella suis, Brucella abortus, Brucella ovis, Brucella neotomae, Brucella canis e, mais recentemente, Brucella maris. A brucelose humana pode ser causada por uma de quatro espécies: Brucella melitensis, ocorrendo mais frequentemente na população geral, sendo mais invasiva e patogênica e cujos reservatórios são as cabras, as ovelhas e os camelos; Brucella abortus, presente no gado bovino; Brucella suis e Brucella canis, transmitidas pelos suínos e pelos cães, respectivamente. A brucelose tornou-se uma doença ocupacional para agricultores, veterinários, trabalhadores dos centros de abate e técnicos de laboratório. As vias de transmissão humana incluem o contato direto com animais ou o contato com as suas secreções, através de soluções de continuidade cutâneas, aerossóis contaminados, inoculação no saco conjuntival ou ingestão de produtos não pasteurizados. O diagnóstico baseia-se na detecção de títulos elevados ou da subida de título de anticorpos específicos, existindo diversos testes sorológicos disponíveis. O teste de rosa de Bengala é apenas um método de rastreio rápido, usado sobretudo em estudos epidemiológicos, e os resultados positivos devem  ser confirmados por outros testes.