CÓDIGO: B2MIC
EXAME: BETA 2 MICROGLOBULINA

MATERIAL: SORO
MEIO(S) DE COLETA: Tubo seco (vermelho) ou Gel separador (amarelo)

PRAZO: 4 dias úteis
MÉTODO: QUIMIOLUMINESCÊNCIA

Instruções de preparo
Jejum: Não é necessário jejum ou cuidados especiais.
 

Instruções de coleta
Realizar coleta utilizando material e meio de coleta adequados. Após retração completa do coágulo, centrifugar a amostra e acondicionar corretamente.
 

Instruções de distribuição
Transportar refrigerado (2°C a 8°C).
  

Instruções de estabilidade
A amostra é estável por 7 dias refrigerada entre 2°C e 8°C ou por até 2 semanas congelada a -20°C.
 

Instruções de rejeição
Amostras fortemente hemolisadas +++. Amostras com tubo inadequado, tubo vazado, tubo não identificado ou fora do prazo de estabilidade.

Interpretação
Aumentos na excreção urinária de ß2microglobulina têm-se observado numa grande variedade de condições, inclusive na doença de Wilson, na síndrome de Fanconi, galactosemia congênita não tratada, nefrocalcinose, cistinose, deficiência crônica de potássio, nefrite intersticial, doenças dos tecidos conjuntivos tal como a artrite reumatóide e síndrome de Sjogren, exposição de profissional a metais pesados como cádmio e mercúrio, infecções no trato urinário superior, transplantes renais e nefrotoxicidade resultante da terapia com ciclosporina, aminoglicosídeos ou cisplatina. Elevadas concentrações no soro, na presença de um nível de filtração glomerular normal, sugerem produção excessiva de ß2microglobulina. Níveis elevados poderão ser encontrados em doenças linfoproliferativas tais como, mieloma múltiplo, leucemia crônica das células linfocitárias. Doença de Hodgkin, linfoma não-Hodgkin, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide, síndrome de Sjogren, doença de Crohn e algumas infecções virais, inclusive por citomegalovírus, hepatites não A e não B e mononucleose infecciosa. Também se têm observado elevados níveis no soro em alguns pacientes de hemodiálise e em rejeições de transplante renal. A dosagem da ß2microglobulina é considerada um meio sensível no diagnóstico da disfunção tubular. É reportado como o teste mais fidedigno para distinguir as infecções no trato urinário superior das do trato inferior e um método muito útil para estabelecer os resultados da terapia e diagnóstico de recorrências da pielonefrite aguda usando determinações periódicas.