CÓDIGO: AMI
EXAME: AMILASE
SINÔNIMOS: CBHPM – 40301281

MATERIAL: SORO
MEIO(S) DE COLETA: Tubo seco (vermelho) ou Gel separador (amarelo)

PRAZO: 2 dias úteis
MÉTODO: COLORIMÉTRICO

Instruções de preparo
Jejum: Jejum aconselhável de 4 horas.
 

Instruções de coleta
Tubo seco:
Realizar coleta utilizando tubo seco. Após retração completa do coágulo, centrifugar a amostra, separar o soro e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame.
Tubo com gel separador:
Homogeneizar imediatamente após a coleta e manter o tubo em repouso verticalmente para a completa retração do coágulo em temperatura ambiente, para evitar hemólise. Após este período, centrifugar a amostra para obtenção do soro (sobrenadante) e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame.

Instruções de distribuição
Transportar refrigerado (2°C a 8°C).
  

Instruções de estabilidade
A amostra é estável por até 10 dias refrigerada entre 2°C e 8°C.
 

Instruções de rejeição
Amostras recebidas diferente das condições solicitadas em guia e amostras com hemólise grau I.

Interpretação
As amilases são um grupo de hidrolases que fracionam os hidratos de carbono complexos em resíduos de glicose adjacentes. No organismo, a amilase encontra-se presente em diversos órgãos e tecidos. A concentração mais elevada está presente no pâncreas, onde a enzima é sintetizada pelas células acinares e depois segregada para dentro do trato intestinal através do sistema tubular pancreático. As glândulas salivares também segregam uma potente amilase que inicia a hidrólise dos amidos enquanto o alimento ainda se encontra na boca e no esôfago. As doenças resultantes da elevação da alfa-amilase no plasma incluem: pancreatite aguda, parotidite, alcoolismo, insuficiência renal e doenças como a hepatite viral, AIDS, febre tifoide, sarcoidose e traumatismo no abdômen superior. Na pancreatite aguda, a amilase aumenta 5 a 6 horas após o início dos sintomas e permanece elevada durante 2 a 5 dias. O aumento na atividade plasmática não reflete a gravidade da doença, a destruição extensa do pâncreas pode não causar um aumento significativo da concentração plasmática da alfa-amilase pancreática. A alfa-amilase é excretada por filtração glomerular e depois 50% é reabsorvida pelos túbulos. Esta reabsorção é significativamente reduzida em casos de lesões tubulares transitórias, após queimaduras, na presença de cetoacidose diabética e pancreatite aguda bem como proteinúria, resultando num aumento da eliminação da alfa-amilase.